"O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir." Milton Santos - Geógrafo..

segunda-feira, 14 de maio de 2012

10 LUGARES QUE PODERAM SER ENGOLIDOS PELO MAR

Saiba quais são as regiões mais vulneráveis à elevação do nível do mar, que deve subir de 0,8 até 2 metros ainda neste século em função do aquecimento global.

 

Maldivas: as pequenas e numerosas ilhas das Maldivas são tão belas quanto frágeis. Pelo menos 80% do arquipélago localizado no oceano Índico está apenas um metro acima do nível do mar. De acordo com o levantamento da Co+Life, uma elevação brusca das águas poderia varrer do mapa esse paraíso de praias de areia branquinha, palmeiras e atóis de corais. No último século, o nível do mar já subiu 20 centímetros em algumas partes do país. Temendo o pior, o governo local estuda comprar um novo território para o seu povo.

 

Delta do rio Mississipi, EUA: O delta do Mississippi, nos Estados Unidos, cobre uma área de 75 mil km², onde vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas. É na cidade de Nova Orleans, castigada pelo furacão Katrina em 2005, que se concentra a maior parte da população. Localizada a meio metro abaixo do nível do mar, a região que tem na pesca uma de suas principais atividades econômicas, está sujeita a constantes enchentes.

 

Veneza, Itália: com cerca de 270 mil habitantes, e mais de 60 mil turistas por dia, Veneza carrega a fama de cidade submersa há tempos - e é daí que vem boa parte de sua fama. De acordo com pesquisadores da Scripps Institution of Oceanography da Universidade da Califórnia, San Diego, a cidade afunda a uma taxa de 2 milímetros por ano. Pode não parecer muito, mas considere que ao longo de cinco anos, a cidade desaparece mais um centímetro, e o cenário certamente se torna preocupante para gerações futuras.

 

Tuvalu: Assim como as Maldivas, o pequeno conjunto de nove ilhas localizado no oceano pacífico, entre a Austrália e o Havaí, sofre as consequências do aquecimento global. Com área de 26 km², o minúsculo Estado corre o risco de submergir diante do aumento do nível do mar. Nos últimos anos, as inundações constantes já vêm atrapalhando a produção de cultivos locais e a obtenção de água potável.

 

Roterdã, Holanda: A localização ao lado do Mar do Norte gera uma série de possibilidades para negócios no porto de Rotterdam, um dos maiores do mundo. Por outro lado, representa uma luta constante contra a água, uma vez que aproximadamente um terço do país fica abaixo do nível do mar, sendo que o ponto mais baixo está quase 7 metros abaixo do nível da água. Sem uma extensa rede de barragens, diques e dunas, a Holanda seria especialmente propensa a inundações. Mas segundo cientistas, nem mesmo a sofisticação do sistema de gerenciamento de água holandês poderá dar conta de uma elevação brusca do nível do mar até o final do século.

 

Rio do Nilo: Na Antiguidade, o Delta do Nilo, uma planície com 160 km de comprimento e 250 km de largura, era onde se localizava o chamado Baixo Egito, a região que mais sofreu a influência do período helênico. É aí que o rio Nilo se divide em vários braços para desaguar no mar Mediterrâneo, ao norte. Hoje, a região é uma das mais ameaçadas do mundo pelo aumento do nível do mar, que, segundo previsões, pode afetar até quatro milhões de pessoas, e, destruir boa parte da produção agrícola local.

 

Rio Tâmisa, Londres: sede dos próximos jogos olímpicos, a capital britânica também não está a salvo da variação do nível do mar, que vem subindo cerca de um milímetro por ano. Preocupados com a questão, a firma de arquitetura britânica Baca desenvolveu uma casa anfíbio capaz de resistir às enchentes. Primeiro projeto deste tipo a receber autorização do governo inglês, a casa de 225 metros quadrados de área está sendo construída a apenas 10m da margem do rio Tâmisa, em Male, no condado de Buckinghamshire.

 

Bangcoc, Tailândia: localizada sobre o delta do rio Chao Phraya, Bangok está, aos poucos, afundando, de 1,5 a 5 centímetros por ano. Partes da capital da Tailândia podem ficar totalmente submersas já nas próximas duas décadas. A cidade vem sofrendo com um crescimento populacional e urbano desorganizado, que se torna alvo fácil das enchentes constantes e cada vez mais intensas que assolam o país.

 

Delta do Mekong: Densamente povoado, a região do Delta do Mekong, uma das mais férteis do Vietnã, pode tornar-se vítima das mudanças climáticas. Um aumento do nível do mar inundaria rapidamente as fazendas de camarões, os vilarejos e os cultivos agrícolas, que garantem trabalho e sustento para os moradores locais. Segundo as previsões mais pessimistas, até 2100, o mar engolirá 5% do território, 7% das terras agrícolas e 11% de sua população.

 

Delta do Ganges, Bangladesh: só em Bangladesh, 120 milhões de pessoas que vivem no delta do Ganges estão ameaçadas pela elevação do nível do mar. O Bangladesh é um país com poucas elevações acima do nível do mar, com grandes rios em todo seu território situado ao sul da Ásia. Os desastres naturais como inundações, ciclones tropicais, tornados e marés em rios são normais no Bangladesh todos os anos.

 

Um levantamento recém-divulgado pela ONG Co+Life mostra quais são os lugares maisvulneráveis à elevação do nível do mar, em consequência do aquecimento global e que deve subir de 0,8 até 2 metros ainda neste século.Muitos destes lugares podem ser varridos do mapa com uma elevação brusca, alguns deles tem mais de 80% de seu território abaixo do mar.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/noticias-lugares-engolidos-pelo-mar

 

domingo, 6 de maio de 2012

MIGRANTES




(Brasil, 2007, 46 min. Direção:Beto Novaes, Francisco Alves e Cleisson Vida)

Sensível e delicado !
O documentário Migrantes é uma grande oportunidade de se acabar com o preconceito que o Sul e o Sudeste tem com a população nordestina. (docverdade)

Comentários de Consciência.net:
Filme fruto de parceria entre quatro universidades federais mostra a hipocrisia do discurso da “modernidade” no campo brasileiro e expõe realidade dos migrantes nordestinos.(...)
Do Piauí, do Maranhão e de outros Estados, migrantes brasileiros deixam suas famílias e “desabalam para São Paulo”. Vai todo mundo “pro corte de cana”. Seu Luiz, do município de Codó, no Maranhão, é um deles. “Não sei se eu vou, não sei se eu não vou, meu Deus. Aí fica naquela, sabe? Mas que vai resolvendo eu ir”, conta.

“Por mim ele não ia não”, conta a bem-humorada sogra de Luiz, Tereza. “Eu acho dificultoso ele pra lá e nós pra cá. A mulher dele fica aí sofrendo”. Quando foi pela primeira vez, ela completa, chegou “magrinho, magro demais”. Luiz argumenta: “Na idade que eu tô, pra ir não é porque eu queira. É por necessidade. Porque se eu não ir, aqui não tem como me ajudar meus filhos. De maneira alguma”.
 

sábado, 31 de março de 2012

À Sombra de um Delírio Verde





Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.
Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.
Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes as autuações feitas pelo Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.
Em meio ao delírio da febre do ouro verde (como é chamada a cana-de-açúcar), as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.

À Sombra de um Delírio Verde

Tempo: 29 min
Países: Argentina, Bélgica e Brasil
Narração: Fabiana Cozza
Direção: An Baccaert, Cristiano Navarro, Nicola Mu
thedarksideofgreen-themovie.com


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À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DIVISÃO DO PARÁ

Entenda o plebiscito que pode dividir o Pará

Os eleitores do Pará vão às urnas no dia 11 de dezembro para decidir, por meio de um plebiscito, se querem a divisão do Estado em dois ou três territórios diferentes.
Na votação, cerca de 4,6 milhões de eleitores paraenses vão decidir se o Pará vai se desmembrar e dar origem aos Estados de Tapajós (oeste do atual Estado) e Carajás (sul). 
Dependendo do resultado da votação, pode ser criado apenas mais um Estado, e o restante fica como área do Pará. Caso sejam criados as duas novas áreas, o Pará remanescente da divisão ficaria com 17% de sua atual extensão territorial.

 
Na urna eletrônica eles terão de responder as seguintes perguntas: 1) Você á favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?; e 2) Você á favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás?
Dependendo do resultado, o Estado pode ser dividido em mais dois territórios ou apenas um, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Os números 55 e 77 corresponderão à manifestação positiva ou negativa às perguntas apresentadas na urna eletrônica. Desde setembro, a população têm acesso às campanhas informativas (do TSE) e publicitárias (das frentes pró e contra).
No entanto, a criação ou não dos futuros Estados depende do Congresso Nacional, que terá a palavra final. A criação de Tapajós e Carajás depende da edição de lei complementar, conforme a Constituição Federal de 1988.
 
QUEM VOTA
O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu no dia 24 de agosto que toda a população do Pará deve ser ouvida no plebiscito sobre a divisão de sua área para a criação de Tapajós e Carajás, e não só a parcela dos cidadãos que poderá integrar os novos Estados.
O supremo entendeu que todos que hoje vivem no Pará serão diretamente afetados com a possível criação dos novos Estados e, portanto, devem se pronunciar.
No dia da consulta popular, os votantes deverão comparecer às suas respectivas seções eleitorais das 8h às 17h. Quem não comparecer terá de justificar a ausência nos 60 dias seguintes ao da votação.
 
ENTENDA O PROCESSO DE DIVISÃO
Quase dois séculos depois, o Pará reedita a Cabanagem, revolta do século 19 em que índios, negros e mestiços tomaram o poder na então província. Os novos rebeldes querem separar as regiões oeste e sul e fundar os Estados de Carajás e Tapajós.
A insurgência nasceu com o sentimento de abandono político e isolamento territorial e a desigualdade econômica entre a capital, Belém, e regiões remotas do interior.
Mas há diferenças históricas entre os dois projetos de Carajás e Tapajós.
O primeiro é capitaneado por uma elite econômica nova e poderosa, que quer gerir os recursos minerais e a forte agropecuária da região.
O segundo tem maior legitimidade, pois nasceu há 150 anos, mas carece do tônus econômico do vizinho.
Contra ambos estão empresários e políticos da região metropolitana de Belém, que não aceitam perder 86% da área e 44% do PIB.
O governador do Estado, Simão Jatene (PSDB), apontado como contrário à divisão, tem procurado se manter neutro, mas recomenda cautela no debate acalorado.
Será a primeira vez que, no Brasil, um plebiscito vai decidir sobre a criação de novos Estados, e só agora as regras estão ficando claras. Uma delas foi um revés para partidários do "sim": a consulta será no Estado todo, não só nas regiões que querem se separar

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1004674-entenda-o-plebiscito-que-pode-dividir-o-para.shtml

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

IDH

Progresso do IDH ocorre à custa do aquecimento global

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2011, países com melhoria mais rápida do IDH também passam por um aumento mais célere das emissões de dióxido de carbono

Benedito Sverberi
Trabalhador indiano bebe água de uma bica em fábrica de tijolos da vila de Togga, em Chandigarh, norte do país
Efeitos adversos do aquecimento global afetarão mais os pobres (Ajay Verma/Reuters)

Nas próximas décadas, a degradação ambiental pode botar a perder parte das conquistas dos últimos quarenta anos no terreno do desenvolvimento O Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) referente a 2011, divulgado nesta quarta-feira em Copenhague, traz uma seção especial sobre os desafios que a melhoria dos indicadores de renda, educação e saúde no mundo impõem para o controle da degradação ambiental. O estudo – que se debruçou sobre um conjunto de quatorze indicadores para fazer sua análise, entre os quais o índice de desempenho ambiental (veja quadro abaixo) – conclui que o progresso recente no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tem sido obtido à custa do aquecimento global.

IDH e CO2 – A pesquisa identificou que, quando o rendimento médio de uma nação cresce, também aumentam as emissões de dióxido de carbono (CO2) – o gás carbônico, principal poluente do chamado efeito estufa. A renda é reflexo do vigor da economia, que, por sua vez, é traduzida pela aceleração das atividades de produção e distribuição de bens. Com um uso mais intensivo de energia e maior circulação de veículos, é natural que ocorra expansão das emissões deste poluente na atmosfera.
O relatório não identificou relação entre a evolução dos índices de saúde e educação com o dióxido de carbono. Já o crescimento do IDH – como é uma média ponderada destas três variáveis – revelou que tem como contrapartida a ampliação da poluição atmosférica. Esta correspondência não é muito clara entre os países de IDH baixo, mas acelera-se rapidamente a partir de um determinado patamar (que o Pnud denomina ponto de virada). A partir disso, a instituição conclui que mais importante que o impacto em si do desenvolvimento sobre a degradação ambiental é a velocidade em que este acontece. Em outras palavras, os países com melhoria do IDH mais rápida também passam por um aumento mais célere das emissões de CO2 per capita. O Pnud acrescenta que, diante desta constatação, o melhor guia para saber o que esperar do desenvolvimento atual é olhar para as mudanças ao longo do tempo.
Outras ameaças ambientais – A forma com que as emissões de gás carbônico relacionam-se com a renda e o IDH não é a mesma verificada para outros indicadores de meio ambiente. Em resumo, há ameaças ambientais que aumentam com o desenvolvimento e outras não. Outra correlação positiva, segunda a pesquisa, foi encontrada apenas na devastação das florestas.
O relatório do Pnud chama a atenção ainda para um estudo de Barry B. Hughes e Randall Kuhn que mostra que as curvas entre o IDH e a poluição urbana e da água, bem como o acesso a saneamento, são em U invertido. Isso que significa que, à medida que o desenvolvimento aumenta, a degradação ambiental medida por esses itens piora gradativamente. Contudo, chega um momento em que a alta do IDH tem como contrapartida a melhoria destes desses indicadores. A explicação é intuitiva: os governos passam, à medida que os países enriquecem, a ser pressionados por suas populações a oferecerem ambientes mais limpos e saudáveis.
Desigualdade é má – Apelando a métodos que a pesquisa classifica como “quase experimentais”, foram identificadas algumas relações entre desigualdade e problemas ambientais. Um exemplo é a descoberta de que níveis mais elevados de desigualdade de gênero apontam para patamares mais baixos de sustentabilidade. Da mesma forma, o desmatamento e a poluição levam a piores índices de IDH – o que fica mais fácil entender quando se sabe, por exemplo, que metade da subnutrição mundial é atribuível a fatores ambientais. Diante dessas evidências, o estudo conclui que “a desigual é má, não só intrinsicamente, mas também para o meio ambiente”.

ranking do índice de desempenho ambiental
Alerta para o futuro – O Relatório de Desenvolvimento 2011 faz também um alerta para as próximas décadas: a degradação ambiental pode botar a perder parcela das conquistas no terreno do desenvolvimento. O Pnud lembra que os últimos 40 anos (1970-2010) fizeram com que os países listados entre os 25% inferiores na classificação do IDH melhorassem seu desempenho em 82%, o dobro da média global. Se este fenômeno se repetisse até 2050, a maioria dos países alcançaria níveis de IDH semelhantes ou superiores aos daqueles que estão no top do ranking hoje. A proeza, contudo, dificilmente será repetida porque a escalada dos riscos ambientais tende a interrompê-la. Para medir os riscos futuros, a pesquisa traça algumas hipóteses. Tomando por base àquela que chama de cenário de “desafio ambiental” – que capta os efeitos adversos do aquecimento global na produção agrícola, no acesso a água potável, no saneamento e na poluição –, o IDH global será 8% menor. Se a conjuntura for de “catástrofe ambiental” – desmatamento descontrolado, degradação do solo, reduções dramáticas da biodiversidade e aceleração dos fenômenos climáticos extremos –, este índice será 15% inferior. Em ambos os casos, as pessoas dos países mais pobres correm maior risco.

Quase um terço das pessoas não sabe das mudanças no clima

Estatísticas mostram que muita gente no planeta ainda desconhece o problema das alterações climáticas, apesar das provas científicas de sua gravidade. Sondagem mundial da Gallup mostra que 40% das pessoas não têm consciência do assunto.