Este blog tem o objetivo de aprofundar questões ligadas a geografia, política, cultura, sociedade, bem como servir de ferramenta de estudo para alunos do Ensino Fundamental e Médio.
Mostrando postagens com marcador AQUECIMENTO GLOBAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AQUECIMENTO GLOBAL. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 14 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
IDH
Progresso do IDH ocorre à custa do aquecimento global
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2011, países com melhoria mais rápida do IDH também passam por um aumento mais célere das emissões de dióxido de carbono
Benedito Sverberi
Efeitos adversos do aquecimento global afetarão mais os pobres (Ajay Verma/Reuters)
Nas próximas décadas, a degradação ambiental pode botar a perder parte das conquistas dos últimos quarenta anos no terreno do desenvolvimento O Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) referente a 2011, divulgado nesta quarta-feira em Copenhague, traz uma seção especial sobre os desafios que a melhoria dos indicadores de renda, educação e saúde no mundo impõem para o controle da degradação ambiental. O estudo – que se debruçou sobre um conjunto de quatorze indicadores para fazer sua análise, entre os quais o índice de desempenho ambiental (veja quadro abaixo) – conclui que o progresso recente no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tem sido obtido à custa do aquecimento global.
IDH e CO2 – A pesquisa identificou que, quando o rendimento médio de uma nação cresce, também aumentam as emissões de dióxido de carbono (CO2) – o gás carbônico, principal poluente do chamado efeito estufa. A renda é reflexo do vigor da economia, que, por sua vez, é traduzida pela aceleração das atividades de produção e distribuição de bens. Com um uso mais intensivo de energia e maior circulação de veículos, é natural que ocorra expansão das emissões deste poluente na atmosfera.
O relatório não identificou relação entre a evolução dos índices de saúde e educação com o dióxido de carbono. Já o crescimento do IDH – como é uma média ponderada destas três variáveis – revelou que tem como contrapartida a ampliação da poluição atmosférica. Esta correspondência não é muito clara entre os países de IDH baixo, mas acelera-se rapidamente a partir de um determinado patamar (que o Pnud denomina ponto de virada). A partir disso, a instituição conclui que mais importante que o impacto em si do desenvolvimento sobre a degradação ambiental é a velocidade em que este acontece. Em outras palavras, os países com melhoria do IDH mais rápida também passam por um aumento mais célere das emissões de CO2 per capita. O Pnud acrescenta que, diante desta constatação, o melhor guia para saber o que esperar do desenvolvimento atual é olhar para as mudanças ao longo do tempo.
Outras ameaças ambientais – A forma com que as emissões de gás carbônico relacionam-se com a renda e o IDH não é a mesma verificada para outros indicadores de meio ambiente. Em resumo, há ameaças ambientais que aumentam com o desenvolvimento e outras não. Outra correlação positiva, segunda a pesquisa, foi encontrada apenas na devastação das florestas.
O relatório do Pnud chama a atenção ainda para um estudo de Barry B. Hughes e Randall Kuhn que mostra que as curvas entre o IDH e a poluição urbana e da água, bem como o acesso a saneamento, são em U invertido. Isso que significa que, à medida que o desenvolvimento aumenta, a degradação ambiental medida por esses itens piora gradativamente. Contudo, chega um momento em que a alta do IDH tem como contrapartida a melhoria destes desses indicadores. A explicação é intuitiva: os governos passam, à medida que os países enriquecem, a ser pressionados por suas populações a oferecerem ambientes mais limpos e saudáveis.
Desigualdade é má – Apelando a métodos que a pesquisa classifica como “quase experimentais”, foram identificadas algumas relações entre desigualdade e problemas ambientais. Um exemplo é a descoberta de que níveis mais elevados de desigualdade de gênero apontam para patamares mais baixos de sustentabilidade. Da mesma forma, o desmatamento e a poluição levam a piores índices de IDH – o que fica mais fácil entender quando se sabe, por exemplo, que metade da subnutrição mundial é atribuível a fatores ambientais. Diante dessas evidências, o estudo conclui que “a desigual é má, não só intrinsicamente, mas também para o meio ambiente”.
Alerta para o futuro – O Relatório de Desenvolvimento 2011 faz também um alerta para as próximas décadas: a degradação ambiental pode botar a perder parcela das conquistas no terreno do desenvolvimento. O Pnud lembra que os últimos 40 anos (1970-2010) fizeram com que os países listados entre os 25% inferiores na classificação do IDH melhorassem seu desempenho em 82%, o dobro da média global. Se este fenômeno se repetisse até 2050, a maioria dos países alcançaria níveis de IDH semelhantes ou superiores aos daqueles que estão no top do ranking hoje. A proeza, contudo, dificilmente será repetida porque a escalada dos riscos ambientais tende a interrompê-la. Para medir os riscos futuros, a pesquisa traça algumas hipóteses. Tomando por base àquela que chama de cenário de “desafio ambiental” – que capta os efeitos adversos do aquecimento global na produção agrícola, no acesso a água potável, no saneamento e na poluição –, o IDH global será 8% menor. Se a conjuntura for de “catástrofe ambiental” – desmatamento descontrolado, degradação do solo, reduções dramáticas da biodiversidade e aceleração dos fenômenos climáticos extremos –, este índice será 15% inferior. Em ambos os casos, as pessoas dos países mais pobres correm maior risco.
Quase um terço das pessoas não sabe das mudanças no clima
Estatísticas mostram que muita gente no planeta ainda desconhece o problema das alterações climáticas, apesar das provas científicas de sua gravidade. Sondagem mundial da Gallup mostra que 40% das pessoas não têm consciência do assunto.
terça-feira, 31 de maio de 2011
AQUECIMENTO GLOBAL
O gráfico acima é o resultado dos dados compilados de mais de 1000 estações meteorológicas espalhadas ao redor do planeta, observações da temperatura da água do mar através de satélites e medições em estações de pesquisa na Antártida.
As marcas destacam os anos mais quentes da história. Em 2005 a anomalia ficou 0.62 ºC acima da média. Em 2010 esse valor foi superado, atingindo 0.63 ºC acima da média.
As anomalias foram calculadas a partir da diferença entre a temperatura média mensal e a média da temperatura entre o período entre 1951 e 1980. Esse período de três décadas é a referência para todas as análises apresentadas.
Crédito: Nasa/GIS (Goddard Institute for Space Studies)
O gráfico mostra a anomalia da temperatura global anual no hemisfério Norte, em vermelho e Hemisfério Sul em azul.
As linhas vermelhas e azuis planas representam a anomalia média de temperatura em um período de cinco anos, enquanto as linhas marcadas mostram a anomalia média anual.
Como em outros gráficos, as anomalias foram calculadas a partir da diferença de temperatura mensal e a média da temperatura entre o período entre 1951 e 1980. Esse período de três décadas é a referência para todas as análises apresentadas.
Crédito: Nasa/GIS (Goddard Institute for Space Studies)
Neste gráfico, a linha preta representa a anomalia média da temperatura em mais de 1000 estações meteorológicas. A linha vermelha é o índice Oceano-Superfície, derivado da temperatura registrada nas estações meteorológicas e as medições da temperatura da água do mar obtidas através de satélites.
As linhas vermelhas e azuis planas representam a anomalia média de temperatura em um período de cinco anos, enquanto as linhas marcadas mostram a anomalia média anual.
Como em todos os gráficos apresentados, as anomalias foram calculadas a partir da diferença de temperatura mensal e a média da temperatura entre o período entre 1951 e 1980. Esse período de três décadas é a referência para todas as análises apresentadas.
Crédito: Nasa/GIS (Goddard Institute for Space Studies)
Este gráfico é bastante semelhante ao mostrado na primeira figura, intitulado "Anomalia Global resumida".
A semelhança fica por conta da linha vermelha que mostra a anomalia média de cinco anos, enquanto a diferença é a sobreposição da linha preta, que reflete as variações ocorridas ao longo do ano. Essa linha permite observar o pico das anomalias não mostrados no primeiro gráfico.
As marcas em verde são incertezas causadas pela falta de dados (buracos nas medições) durante um curto espaço de tempo.
Como em todos os gráficos apresentados, as anomalias foram calculadas a partir da diferença de temperatura mensal e a média da temperatura entre o período entre 1951 e 1980. Esse período de três décadas é a referência para todas as análises apresentadas.
Crédito: Nasa/GIS (Goddard Institute for Space Studies)
O gráfico acima mostra o Índice da anomalia Oceano-Superfície. Os valores são computados com dados coletados entre mais de 1000 estações meteorológicas e medições de temperatura da água do mar coletadas por satélites de sensoriamento remoto.
A linha preta apresenta as anomalias médias calculadas no período de 1 ano, enquanto a linha vermelha mostra as anomalias médias em cinco anos.
As marcas em verde são incertezas causadas pela falta de dados (buracos nas medições) durante um curto espaço de tempo.
Como em todos os gráficos apresentados, as anomalias foram calculadas a partir da diferença de temperatura mensal e a média da temperatura entre o período entre 1951 e 1980. Esse período de três décadas é a referência para todas as análises apresentadas.
Crédito: Nasa/GIS (Goddard Institute for Space Studies)
O gráfico acima foi criado com base em medições feitas por mareógrafos ao longo da costa e por altímetros-radares a bordo de satélites de sensoriamento remoto.
As Medições feitas pelos mareógrafos mostraram que o nível global dos oceanos subiu a uma taxa média 1.7 milímetros por ano, ou 1.7 centímetro por década.
Dado coletados por satélite entre 1993 e 2003 indicam que elevação subiu 3.1 milímetros por ano, ou 3.1 centímetro por década.
Crédito: National Climate Data Center / IPCC
Assinar:
Postagens (Atom)




